sábado, 3 de março de 2007

Gradius in Classic


Gradius (Konami, 1985) é um daqueles jogos que sobreviveram à evolução da tecnologia, ao passar dos anos. Trata-se de um jogo de tiro (shoot em' up), de rolagem lateral – gênero comum em equipamentos mais antigos – e que conta com versões modernas como o Gradius V, para Playstation 2 (Sony).

Surgiu para arcade (as famosas máquinas dos "fliperamas") mas, assim como Castlevania – outro sucesso de longa data da Konami, Gradius se tornou acessível na versão para a versátil linha de computadores japoneses MSX, no Brasil conhecidos nas edições do HotBit (Sharp) e do Expert (Gradiente). Por outro lado, versões para o NES (o "Nintendinho", da Nintendo), seqüências para Super Nintendo (Nintendo) e outras versões para vários outros consoles contribuiram para sua popularidade.

Também como o Castlevania – que se chamava Vampire Killer –, Gradius veio no MSX como Nemesis, o primeiro episódio de toda uma saga. Veja, por exemplo, uma lista dos títulos originais e muitos clones da série.

Jogos deste formato podem transparecer mecânicos e frívolos. Não era assim na série Gradius, que envolvia o jogador com toda uma ambientação armada com tecnologia inovadora, elementos visuais avançados, um design de fase com enredos únicos, música marcante, grande variedade de inimigos, alta jogabilidade e muita excitação com a ação que esse tipo de jogo proporciona: os famosos momentos de apreensão no surgimento de cada nova fase, habilidade para enfrentar uma nova categoria de inimigo, a estratégia no uso das armas, os tensos finais de fase (boss), as misteriosas fases secretas ou os falsos-finais, enfim, toda a gama de desafios proporcionados no desenrolar de cada edição.

Mais de vinte anos depois do lançamento de Gradius – que já era uma evolução de Scramble (Konami, 1981) – o genero shoot 'em up já é uma antigüidade e quase não existe mais como produções comerciais nos consoles ou computadores atuais, ficando aqui uma lacuna aos jogadores deste e de outros clássicos.

Gradius in Classic

Desaparece o gênero, fica a arte. A trilha sonora memorável da série, como toda expressão artística, é passível de releituras e assim, eternizada.

Gradius in Classic (1993, catálogo CICA-7624/1135) é uma coletânea das músicas da série Gradius, arranjadas por Neko Saitohem para orquestra e também versões solo para piano, trabalho apresentado em dois álbuns e executada pela London Philharmonic Orchestra. O primeiro álbum composto de 8 faixas (3 atos), somando 42'; o segundo álbum, 12 faixas (3 atos) em 54'. A tracklist está abaixo, mas infelizmente não tenho os títulos dos jogos executados em cada uma delas (se alguém tiver, por favor informe, que eu atualizo!).

Enfim, duas excelentes obras de releituras maduras sob as criações musicais da Konami, imperdível para os jogadores deste clássico, para o apreciador da música erudita ou mesmo para aquele que porventura duvide que boa música não é concebível a um shoot 'em up de ficção científica.

Gradius in Classic I
01. Act I-1 (5' 01")
02. Act I-2 (4' 19")
03. Act I-3 (4' 52")
04. Act II-1 (5' 33")
05. Act II-2 (6' 33")
06. Act III-1 (5' 33")
07. Act III-2 (5' 59")
08. Act III-3 (4' 03")

Gradius in Classic II
01. Act I-1 (4' 12")
02. Act I-2 (3' 48")
03. Act I-3 (5' 29")
04. Act I-4 (4' 53")
05. Act II-1 (3' 43")
06. Act II-2 (3' 26")
07. Act II-3 (5' 11")
08. Act II-4 (5' 25")
09. Act III-1 (4' 50")
10. Act III-2 (2' 54")
11. Act III-3 (3' 12")
12. Act III-4 (4' 21")

Veja também:

4 comentários:

Lucas Haeser disse...

Lendo sua descrição do Gradius senti saudades do R-Type.
Será que o gênero morreu mesmo?

andre_oms disse...

Pra mim é como se não tivesse morrido porque fiquei parado no tempo. O máximo onde chguei foi o SNes, e pra mim é como se ainda estivéssemos em 1994. hhahuahuahuaau O máximo que cheguei depois disso foi em alguns jogos do N64 e o Winning Eleven do PS2.

Não me lembro de ter jogado Gradius, mas joguei muito o Aero Fighters (ou Sonic Wings, no Japão), aliás, ainda jogo, tenho o cartucho dele aqui pro meu SNes. Diferente do Gradius, o Aero Fighters era na vertical ao invés de horizontal. O jogo dura pouco tempo e não é difícil, mas é divertido pra jogar de 2.
Agora estou é curioso pra ouvir a trilha com a orquestra.

Alexo disse...

A morte de um gênero pode ser um exagero, especialmente pela própria citação do Gradius V, que saiu pra Play 2 (!). Senti que o descobrimento do universo 3D deu um gelo de água fria em alguns gêneros como os jogos de plataforma (Mario Bros., Donkey Kong etc.), pelo menos neste formato visual.

Mas sempre fui muito fã de jogos de tiro, falo dos com temática de ficção científica.

Gradius, por ser quase um épico, mas com outros excelentes exemplos como o eletrizante Zanac (MSX) ou o espetacular Alpha Mission II (Neo-Geo) ou o divertidíssimo Dungun Feeveron (Arcade).

Zanac eu terminei por mérito. Altamente exigente quanto a habilidade manual (jogava no teclado do MSX). Jogo com alto grau de excitação e que fica tenso na última fase.

Alpha Mission terminei com "continue", muito bem produzido e Dungun é algo mirabolante, pirotécnico, muito difícil de se terminar sem "continue", mas diversão garantida!

abraços!

Osni Jr. disse...

Uahhhhh! Gradius!

O primeiro jogo que me fez ter que colocar gelo nos pulsos depois de 5 horas de jogatina!

(O segundo e último jogo que me fez colocar gelo nos pulsos foi Doom 2. Depois comecei a maneirar... XD)

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