quarta-feira, 2 de julho de 2008

The Protomen: álbum



Passado considerável tempo após a primeira postagem, àquela que abria a série de matérias sobre a banda The Protomen e sua obra homônima, voltamos com a idéia de fazermos a cobertura deste trabalho artístico, do qual nos tornamos todos fãs, aqui na Benzaiten. Ao final de cada texto referente à série, há um link que mostrará todas as postagens associadas.

Para quem não conhece a banda ou mais especificamente a obra, resumindo novamente, trata-se de uma ópera rock, uma recriação dramática sobre as tensas relações entre alguns dos personagens que protagonizam os jogos Megaman (Capcom).

The Protomen, a banda, é um grupo de músicos de Tennesee, composta pelos seguintes integrantes (nomes artísticos): Commander, Murphy, Panther, Heath Who Hath no Name, Demon Barber, Scartoe e Doug Fetterman.

O álbum
The Protomen – sua única obra autoral – é uma produção independente, foi desenvolvido entre 2003 e 2005 e é carro-chefe da banda, desde seu lançamento. O caráter indie da obra, no entanto, não diminui em nada a sua qualidade artística. A composição musical é totalmente independente de qualquer tema original do jogo, muito embora muito se questione, em fóruns on-line etc., se é possível identificar alguma inspiração, mesmo que menor possível, de algum momento da alguma trilha original, de algum dos jogos, no CD da banda. Pode ser uma brincadeira interessante buscar essas possíveis referências, mas acredito que a intenção dos artistas é poder ter essa distância criativa, desenvolver sua própria linguagem, não estando necessariamente preso à total "realidade" do jogo.

Eu joguei pouquíssimo de Megaman então vou esperar que meus colegas de Benzaiten – os com mais vivência no assunto – possam esclarecer melhor essas referências acerca da história do jogo e das relações entre seus personagens, quero dizer, especialmente quê profundidade de enredo se pode perceber nos jogos (ou de outras mídias também, como anime).

De fato, a arte desta ópera rock é aprofundada, madura e densa; permite algumas camadas de entendimento e sempre dá margem a outras. A música é forte, marcante e extremamente bem acabada. Mas, na minha opinião particular, é o conteúdo literário que fecha com brilhantismo o trabalho. Se eu puder criticar algo no álbum seria exatamente a sua duração: pouco mais de meia hora de áudio (contra 3 mil palavras – ou 18 mil toques – de conteúdo literário total presente no encarte, apenas por uma curiosidade numérica). A apresentação física do CD é boa, chega a superar expectativas, porém as ilustrações e o design poderiam estar mais em harmonia com a qualidade que o site da banda apresenta atualmente e que é nitidamente marcante.

Em novas postagens, minhas ou dos colegas colunistas, pretendemos falar mais especificamente de alguns destes elementos em separado. Finalizo esta matéria, então, com o tracklist do álbum.

I: Hope Rides Alone (5’07”)
II a: Funeral for a Son (2’37”)
II b: Unrest in the House of Light (3’31”)
III: The Will of One (4’09”)
IV: Vengeance (3’15”)
V: The Stand (5’58”)
VI: The Sons of Fate (8:12)
Epilogue: Due Vendetta (4’03”)

Um comentário:

André Luiz Oliveira disse...

também achei muito curto o álbum. é uma pena. ainda mais porque é o único álbum da banda, por enquanto.
mas apesar de curto, é bem completo.
e é interessante como eles fazem uma ponte entre a trama do jogo e o nosso cotidiano. o lance de fazerem referência aos personagens do jogo parece ser apenas coisa de fã mesmo. o trabalho é todo bem independente e autoral. isso é o bacana.
é engraçado... eu passei pela TV esses dias e vi (mais ouvi do que vi) uma propaganda de algo, um programa, novela, produto, não sei... mas dizia o seguinte "todos nós precisamos de um herói". e com tristeza e descrença isso me fez lembrar o the protomen, que faz uma crítica social também nesse ponto... bom... quem quiser fazer alguma postagem sobre isso... seria legalz... :D

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