segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Acoustic Guitar Hero

Foi jogando Zelda - A Link to the Past, em algum dia de 1995, que eu me dei conta de que existia música nos video games. Depois de várias horas em frente à uma televisão e com uma tonalidade vermelha nos olhos, percebi que estava com os lábios e as bochechas doloridas de assoviar os temas das cavernas e dos castelos. Assim nasceu meu interesse por um meio pouco convencional de música, a vgmusic (video game music).

E se você está nesse blog, provavelmente tem o mesmo interesse. Porém, eu não me contentei em apenas assoviá-las e comecei a arranhar as primeiras músicas num violão velho que era do meu avô. A primeira foi o tema dos Chocobos, do Final Fantasy III, tirada de ouvido (uma das poucas que consegui até hoje).

Desde essa época eu já tinha percebido como era difícil encontrar tablaturas e partituras desse tipo. Um site que me ajudou muito foi o Video Game Jam, que fornece centenas de tablaturas para guitarra, baixo e violão de temas de jogos desde o Atari até o Playstation.

O VGJam ainda está vivo e funcionando, mas já não é a única fonte de notação musical que existe. Hoje é só dar uma "googlada" e aparecem dezenas de sites especializados em música para jogos, como o 911 Tabs, onde você geralmente encontra arquivos em formato para o Guitar Pro.

Aliás, o Guitar Pro é uma ótima pedida se você quiser ingressar nesse mundo. É possível baixar arquivos em MIDI e importá-los para o programa, que monta as partituras e tablaturas de todos os instrumentos da música automaticamente e com uma velocidade surpreendente. Estes arquivos podem ser encontrados no VGMusic, que é um site especializado na velha guarda das músicas de video game, mas contém algumas versões em MIDI de trilhas de jogos mais atuais também.

Para quem realmente for bom no violão existem outras opções como os songbooks de jogos. Um dos melhores que eu vi até hoje foi o maravilhoso songbook que o mestre Yasunori Mitsuda fez com arranjos espetaculares para um e dois violões. Quem estiver interessado em comprar, aqui está o link: Chrono Cross Guitar Arrangement Book.

Se alguém quiser trocar experiências ou perguntar alguma coisa, deixe um comentário ou me mande um e-mail.

Blobby!

sábado, 14 de outubro de 2006

Música de Auto Assault

A NCSoft liberou para download a trilha sonora de Auto Assault. São nove faixas eletrônicas (algumas no estilo ambient), compostas por Richard Dekkard. No site também podem ser vistos parte da arte conceitual desenhada para o jogo.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Na colina do terror



Eu sou um fã de carteirinha do gênero terror! E Silent Hill (Konami) é um título a ser citado, não se pode negar, por alguns méritos. Um deles, diria, se dá por conta da produção na trilha sonora e pelo design de som. Digo design de som, num sentido um pouco diferente do que tradicionalmente poderia ser entendido por sonoplastia (efeitos de mimetismo ou de ambientação mais pontuais, mais localizados).

E eu gosto de lembrar de Silent Hill como um bom exemplo de álbum conceitual. Muito embora eu ache uma redundância atribuir essa categoria a uma trilha sonora: não seriam todas elas conceituais? De qualquer forma, eu também costumo pensar na música como tendo essa função quase inseparável de criar um clima. E sob esse aspecto, a arte sonora de S. H. é fundamental para a imersão do enredo.

Bom, vou manter essa minha ênfase de álbum-conceito e fiquem à vontade para discordar ou corrigir minha colocação! Mas realmente penso que eu talvez enfoque esse aspecto na OST de Silent Hill (falo mais especialmente do primeiro jogo/álbum) simplesmente porque muitas das faixas são realmente "ilustrativas", ou seja, mais importante que usar de frases melódicas, elas parecem ter a intenção primária de ambientar uma situação, um momento. E nessa ânsia, várias delas são ruidosas, estranhas, com temas industriais. O próprio elemento do ritmo, quanto notado (por ser mais rápido), acaba revelando uma agonia, ao contrário de uma pulsação calorosa que normalmente associamos.

Voltando, objetivamente. O álbum chama-se Silent Hill - Original Soundtracks (catálogo KICA-7950, de 1999), contém 42 faixas (várias delas são contínuas entre si), somando 1h11' – músicas compostas, a maioria, por Akira Yamaoka – que também vai assinar as composições das próximas seqüências da série (cinco, atualmente).

E eu noto que este primeiro trabalho parece conter alguns elementos básicos que vão nortear com mais evidência os álbuns dos próximos jogos, criando um vínculo coerente entre todos eles. A primeira faixa do álbum, ao contrário de quase todas as outras, é melodiosa. E suas melodias parecem querer trazer já alguns destes elementos para serem lembrados em outras faixas ou álbuns. Ficam ali bem marcados o dedilhado no violão, a guitarra para melodias, o órgão contínuo ao fundo, alguns ruídos de vinil, enfim. Repare um breve choro, quase subliminar, bem ao final da música. Aliás, a faixa Not Tomorrow 1 (35) é um acorde recorrente.

Sobre o que eu já comentei, o elemento rítmico reforça o gênero industrial, e ele insere algo incômodo e invasivo. Repare, por exemplo, a agonia das faixas: Until Death (4), Devil's Lyric (6), For All (8), Don't Cry (14), Half Day (19), Dead End (25), Ain't Gonna Rain (26) e Die (30). Títulos sugestivos, não? Claw Finger (10) é uma excessão, contendo uma pulsação agradável, no entanto este sentimento não é conclusivo, ficando aqui um clima de mistério.

Mas se este elemento ritmado nos é incomodativo, a falta dele será "pior" (melhor, na intenção)! E várias outras faixas são exatamente assim, suspensas, quase sufocantes, algumas inaudíveis (!) e isso acaba me fazendo lembrar Doom (veja Doom: claustrofóbico prazer) – fenômeno em jogo de ação, ambientado sob a temática da ficção científica/horror – diferentemente de Silent Hill, que se desenvolve sob o formato de aventura (ou adventure), focado mais no entendimento dos detalhes da história.

Nessas faixas menos marcadas pelo ritmo, o "design" irá trabalhar a estranheza da combinação dos sons. Destaco: Killed by Death (13), I'll Kill You (22), My Justice for You (23), Never Again (29), Not Tomorrow 2 (36) e a terrível My Heaven (37).

Voltando a falar das faixas com melodias bem marcadas e baladas mais convencionais, volto a citar faixas que também irão ditar uma marca dos próximos temas de S. H. – e essas são as faixas que mais vão agradar ao público leigo, especialmente ao ouvinte das músicas fora do ambiente do jogo, por serem mais popTears of... (38), Killing Time (39), She (40) e Silent Hill - Otherside (42).

Um parênteses: este ano tivemos S. H. adaptado para longa metragem (dirigido por Christophe Gans, com Radha Mitchell), um lançamento da Sony, onde algumas faixas das trilhas sonoras dos jogos foram usadas no filme.

Destaco a faixa 41, um tango entitulado Esperándote, única música cantada (os próximos OST de Silent Hill terão cada vez mais versões com interpretações cantadas), que reproduzo abaixo sua letra.

Não quero deixar de comentar as capas das obras de S. H., onde seus personagens têm esse olhar opaco, sem vida e distante, com iluminação sombria. Repare na frontal, onde mesmo um sorriso de criança pode parecer ter algo de sinistro. A arte gráfica, como sua trilha, representa um pouco do ambiente conturbado do ótimo Silent Hill, da tradicional Konami.

Esperándote

  • Música e letra: Rika Muranaka
  • Arranjos: Rika Muranaka, Omar Valente
  • Performance: Vanesa Quiroz
Estoy soñando sí
Sólo imagino
Todo es real
Ojalá que asi lo fuera

Es sólo otro día
Otra noche fría
No sé si me buscas
O si me esperas

Puedo ver en tus ojos
Y también tu rostro
Quiero verme amada
Y dormirme abrazada
Dime que me quieres
Dilo por favor

N
o puedo dejarte
Y menos olvidarte
No puedo saber
Qué quieres de mí
Puedo tocarte
E incluso verte
Ven hacia mí

V
amos, más cerca...
Puedo sentirte
Tan cerca de mí

No me persigas
No lo soporto
¿Por qué me torturas?
¿Qué quieres de mí?

Dime quién eres
Dime dónde estás
¿Qué quieres de mí?
¿Qué necesitas de mí?

No puedo saberlo
¿Qué quieres de mí?

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

WCG na Noite

No A Noite é uma Criança da madrugada dessa sexta (6 de outubro) mostrou matéria sobre um pouco do WCG 2006 (World Cyber Games), se não me engano a final da etapa Brasil, que definirá a delegação nacional para o mundial.

Nas entrevistas, alguns dos participantes falavam da seriedade dos torneios, dos treinamentos e também alguns benefícios dos jogos como melhora na concentração, raciocínio ou conhecimentos de história, mas especialmente o encontro com colegas e jogadores, num ambiente saudável de amigos (não mais virtuais).

Trilha de Halo (Microsoft) encerrou a matéria.

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