quarta-feira, 6 de junho de 2007

A arte de Pinball Fantasies




Pinball Fantasies é um jogo de simulação de mesa de pinball desenvolvido originalmente para a linha de computadores Amiga pela produtora sueca Digital Illusions, em 1992. Pinball Fantasies, uma seqüência do Pinball Dreams, teve versões feitas para, por exemplo, Super Nintendo e IBM PC e é considerado um dos maiores clássicos do gênero.

PF é apresentado em quatro mesas temáticas de layouts dinâmicos (veja imagens estruturais a seguir), com as principais funcionalidades das mesas de pinball convencionais, tornando a experiência de jogo tão divertida quanto convidativa ao retorno, em busca da desafiadora superação dos pontos, característica evidente pela simplicidade do gameplay.

Para avançar consideravelmente no desenvolvimento do jogo, deve-se procurar entender a mecânica de cada combo, ou seja, da seqüência de ações (como loops consecutivos, por exemplo). É nessa experiência – a da execução das combinações especiais que cada mesa proporciona – que se encontra o maior interesse em evoluir no jogo, não só pela pontuação ou benefícios como extra ball, mas pela descoberta de novos eventos.

Design

Nesse aspecto da jogabilidade, é essencial o cuidado com o design de cada mesa. Está no desenho estrutural das mesas, na composição dos seus elementos funcionais, o grau de interesse e manutenção da atenção do jogador nos jogos de pinball. As mesas de PF são construídas com várias possibilidades de roteiros nas trajetórias, buscando fornecer as dinâmicas que permitem a variedade de combos.

Abaixo, o layout estrutural de cada uma das quatro mesas. Os traços indicam as pistas das possíveis trajetórias; as setas indicam as possibilidades de sentidos ou saída de dutos superiores; em vermelho são os elementos de pontuação, em laranja as bases triangulares (slingshots) e elementos circulares avulsos que impulsionam a bola; em azul os flippers, controlados pelo jogador e à direita embaixo, a bola em cinza sobre o lançador.


Party Land: uma mesa de velocidade, com um terceiro flipper em cima, do lado esquerdo, funcionando como interceptador de bolas rápidas, que vêm do loop, e que é responsável por alguns combos. Há vários percursos na parte superior que se sobrepõem entre si.


Speed Devils: diferente da mesa anterior e também o que sugere seu tema, esta é uma mesa mais lenta e de passagens alongadas de bola. Concentra importante ponto de atenção na parte superior direita, onde encontramos um terceiro flipper, que controla as evoluções das três passagens, da posição "pit-stop" e também liga com outro combo, jogando a bola para a esquerda, dando seqüência à construção da pontuação. Possui um longo percurso elevado para loop.


Billion Dollar Gameshow: a mesa com maior complexidade de trajetos na parte superior. Percursos com entradas próximas umas das outras, tornam esta uma mesa de habilidade e precisão. Como as duas anteriores, também dispõe de um terceiro flipper, na parte superior direita, que articulará combos e loops.


Stones n' Bones: a única mesa sem um terceiro flipper oferece, em contrapartida, a maior variedade de possibilidade de trajetos, estratégias e combos. Possui, na parte superior, à direita e à esquerda, dois elementos-chave para avanço dos "eventos", cada um de 3 portas de ativações (veja "KEY" e "RIP"). Além de outras opções, a famosa torre (Tower) é centro de acúmulo de funções e o já conhecido percurso para loop.

Temáticas

Conforme já adiantado acima, nas breves descrições dos design dos layouts das mesas, e, sendo recorrente e tradicional que cada pinball tenha um tema bem específico, aqui não seria diferente.

Party Land trata-se de um parque de diversões, figurando vários itens clássicos como o palhaço, tiro aos patos, guloseimas, montanha-russa e muito pisca-pisca. A cor predominante é o quente do vermelho, amenizado com uso de verdes, azuis e outras cores dessaturadas, porém sem perder contraste no resultado. A música é muito divertida e já inicia com aquele órgão tradicional de fundo dos brinquedos nos parques. As vozes completam esse clima de animação. Mas é uma mesa rápida e difícil, ao contrário do que possa parecer essa temática leve e convidativa.

Speed Devils baseia-se no tema automobilístico. Mais maduro, seu visual já é mais frio, com misturas de tons de verde, roxo e amarelos, com menos contrastes. Assim como na música, que é animada, mas menos enfática. Efeitos sonoros se aproveitam de ruídos do tema adotado (como som da partida do motor ou derrapada, por exemplo) e não usa vozes. A maior pontuação avança os leds das marchas ou de um velocímetro.

Billion Dollar Gameshow é o famoso Roletrando, na versão nacional de jogos com apresentador carismático e auditório animado para TV, nas manhãs de domingo. Todos os elementos visuais lembram dinheiro e prêmios, com direito ao próprio apresentador sorridente ao centro, com duas de suas "belas" assistentes ao lado. A música é moderada e os efeitos são em menor número, tendo o autor preferido uma variação na melodia pra indicar novos eventos do que sons explícitos.

Stones n' Bones já usa a temática do terror. As figuras presentes são ícones clássicos: morcego, múmia, fantasma sem perna, a "Morte" encapuzada com foice, caveiras, a grande "torre", enfim. A paleta de cores, nesta mesa, é mais densa e sombria; usa marrons, variações de lilás, azuis marinhos e tons de cinza. A música que é tema principal, é envolvente e bem marcada, faz a melodia à base de pipe organ, usado em vários outros momentos também. Efeitos sonoros usam vento uivando, sinos e strings e volta a usar vozes e risadas sinistras para marcar os eventos no jogo.

Som

A tecnologia do som de Pinball Fantasies utiliza originalmente arquivos MOD (module), o formato nativo das músicas do computador Amiga. Este tipo de música digital se baseia em um banco de samplers, que é armazenados dentro do próprio e único arquivo, junto com a música em forma codificada, como se fosse uma "partitura" (similar a um arquivo MIDI). Embora este formato tenha grande limitação em termos de quantidade de canais – são apenas quatro, dois para a saída esquerda e dois para a direita –, ele produz resultados de impacto, muito marcantes e realistas até, dependendo, claro, da qualidade da sua base de sons (samplers), que precisavam ser, todos, realmente muito econômicos.

É interessante citar um recurso de multi-track, ou seja, um único arquivo MOD, além de armazenar os samplers, contém também todas as músicas, vinhetas, loops e efeitos especiais de uma mesa, em seqüência. Assim, basta o software mudar a posição de leitura de cada "momento", de acordo com o evento disparado. Veja abaixo a lista de músicas da trilha original, com cada faixa apresentando o número aproximado de sub-faixas (entre parênteses).

A trilha sonora é muito limpa, contrastante, marcada e em geral muito melodiosa. Talvez seja uma característica das músicas para Amiga, devido à limitação de memória, que cada canal, cada instrumento, seja muito bem pensado e tenha função bem definida, eliminando os excessos. Alguns samplers acabam sendo um tanto ruidosos ou sintéticos demais, como já foi dito, provavelmente por limitações técnicas. Independente disso, a música em PF é um trabalho excepcional e pode manter envolvido o jogador por muito tempo à mesa.

1. Title / 4' 53" (3 partes)
2. Party Land / 4' 13" (13 partes)
3. Speed Devils / 5' 31" (11 partes)
4. Billion Dollar Gameshow / 4' 28" (10 partes)
5. Stones n' Bones / 6' 51" (13 partes)
6. Return to Menu / 1' 16" (1 parte)

Créditos

Versão original para Amiga:

Por Digital Illusions:

  • Andreas Axelsson
  • Markus Nystrom
  • Olof Gustavsson
  • Ulf Mandorff
  • Fredrik Liliegren

Veja também:
Dice – Digital Illusions Creative Entertainment

Fonte:
Wikipédia

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Festival Beneficente Games & Sociedade



Em junho de 2007 acontece no Centro Universitário Senac - Santo Amaro, em São Paulo, o Festival Beneficente Games & Sociedade, evento que vai reunir arte, produção e entretenimento num único espaço.

Leia a matéria completa.

sábado, 19 de maio de 2007

Prince of Persia Classic



Volta e meia vocês veem, eu ou um dos amigos mais "vividos" do grupo Benzaiten, relatar nossas experiências com computadores, consoles e produtos antigos. No caso do Prince of Persia (Broderbund Software/1989), nem tão "vividos" assim (risos)! Também é comum ver nossas comparações entre produtos antigos e atuais, muitas vezes sob a emoção do saudosismo mas também buscando manter a história sob ampla perspectiva, especialmente nos aspectos bem sucedidos.

Hoje, fazendo uma visita ao GameBlog (integrante do site Europanet), vi uma postagem do Nelson (desculpe, não consegui localizar o sobrenome) sobre uma recriação do Prince of Persia clássico para Xbox Live Arcade, com nova roupagem visual, respeitando, porém, seu formato "plataforma".

A postagem pode ser lida aqui (como não está disponível o link direto para o post, role umas três telas) e eu vou ser um pouco redundante colocando o mesmo trailer de divulgação, porém com um outro, logo abaixo, mostrando um pouco do Prince of Persia (ou PoP) original – não jogado muito bem, diga-se de passagem –, para efeito de comparação das tecnologias gráficas.





A nova edição do Prince sucita as possibilidades de, sem abrir mão de uma plasticidade moderna, usufruir da funcionalidade dos formatos dos jogos clássicos. (Procure pesquisar a respeito das novas edições de, por exemplo, Gradius.)

Para efeito histórico (e da idade da minha "experiência"), joguei PoP em um IBM-PC XT 286, na oportunidade, em um computador com monitor âmbar. Exatamente, monocromático... Pouco tempo depois, cheguei a conhecer o mesmo jogo em uma versão para o computador Amiga, mesmo tendo a mesmíssima jogabilidade, dispunha de recursos audiovisuais bem mais atrativos, o que era ponto forte desta plataforma, na época: o show de áudio e vídeo, com poucos recursos de hardware.

Em tempo, para não dizer que não falei nada, nada de música, a trilha da apresentação do primeiro Prince (como, aliás, o aspecto gráfico também) me faz lembrar Karateka. Olha a idade aí, gente!

Saiba mais:

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sonoplastia na guitarra

Esse cara se chama Herman Li e ele é guitarrista de uma banda chamada Dragonforce (as músicas deles me lembram muito as do Megaman).

Nesse vídeo ele ensina como fazer efeitos sonoros na guitarra, como sons de elefante, moto, bomba e até os sonzinhos do Pac-man!



O som do elefante é hilário!

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